O Grupo de Micologia Médica da Universidade Federal do Rio Grande (GMMFF/FURG) acaba de lançar o primeiro Boletim Epidemiológico da Esporotricose no município de Rio Grande, com dados que abrangem o período de 2017 a 2024.
O documento apresenta um panorama detalhado sobre a ocorrência da doença tanto em humanos quanto em gatos, trazendo informações sobre distribuição por bairros, formas clínicas, vias de transmissão e perfil dos pacientes. Segundo o boletim, a esporotricose – uma infecção fúngica que afeta a pele e pode atingir órgãos internos – tem tido crescimento significativo na região nos últimos anos.
Entre 2019 e 2024, foram diagnosticados 1.371 casos em gatos e 134 em humanos, com destaque para os bairros Parque Marinha, Cidade Nova, Santa Rosa e Junção como áreas de maior incidência. O levantamento também mostra que a transmissão zoonótica, especialmente por contato com gatos infectados, representa mais de 90% dos casos humanos.
Com a recente inclusão da esporotricose na lista de doenças de notificação compulsória em nível estadual (RS, desde 2024) e nacional (a partir de 2025), o boletim reforça a importância da vigilância epidemiológica, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
A publicação é uma iniciativa inédita na cidade e visa orientar a população, os profissionais de saúde e gestores públicos sobre a situação local, além de contribuir para o desenvolvimento de políticas de controle da doença.
📌 Para acessar o boletim completo basta clique no link a seguir: Boletim de esporotricose[1].pdf
























