As doenças fúngicas apresentam impacto global no que tange à perda da qualidade de vida ou até mesmo mortalidade de pacientes, acometendo milhões de pessoas ao ano e representando graves taxas de morbimortalidade. Diante dessa realidade, em 2022 a OMS divulgou pela primeira vez uma lista de patógenos fúngicos elencados em nível de prioridade, de crítico a moderada, para os quais urge mais ações de políticas públicas e pesquisa.
Dentre as áreas elencadas como prioritárias para estudos, está o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos e de novos fármacos, considerando as altas taxas de subdiagnóstico dessas micoses, a escassez de antifúngicos disponíveis para tratamento de doenças endêmicas e graves e o avanço da resistência dos patógenos fúngicos. Assim, o projeto visa 1. avaliar, otimizar e validar métodos diagnósticos disponíveis, 2. desenvolver novos testes, sejam moleculares, imunodiagnósticos e/ou fenotípicos para diagnóstico de micoses endêmicas oportunistas, 3. realizar estudos in vitro e in vivo relacionados ao desenvolvimento de novos fármacos antifúngicos, incluindo compostos orgânicos de selênio (parceria com UFSM) e/ou de 4. reposicionamento de fármacos para tratamento das mesmas.
























