Link: https://revistas.ufpr.br/veterinary/article/view/76496
Autores: POESTER, V. R.; VON GROLL, A ; MUNHOZ, L. S. ; MELO, ARYSE MARTINS ; BASSO, R. P. ; MADRID, I. M. ; MORA-MONTES, H. M. ; XAVIER, M. O.
Periódico: ARCHIVES OF VETERINARY SCIENCE
Resumo: Apesar de milhares de casos de esporotricose relacionados a transmissão zoonótica por Sporothrix brasiliensis venham sendo descritos, o diagnóstico padrão-ouro ainda é a partir do método clássico de cultura. O resultado da cultura micológica demora de sete a trinta dias para ficar disponível. Considerando que o diagnóstico precoce contribuiria para um tratamento prematuro e com isso, com o controle na disseminação desta micose, estudos avaliando um diagnóstico precoce são necessários. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o PCR espécie-específico para o diagnóstico da esporotricose causada por S. brasiliensis, utilizando amostras coletas por uma técnica não invasiva. Foram incluídas setenta e quatro amostras de casos suspeitos de esporotricose (swabs) oriundos de felinos (n=64), caninos (n=5) e humanos (n=5). Todas as amostras foram submetidas ao método clássico de diagnóstico e ao PCR específico para S. brasiliensis. Utilizando a cultura micológica como padrão-ouro, o diagnóstico da infecção causada por S. brasiliensis foi confirmado em 69% (51/74) dos casos. O PCR foi positivo em 30 dos 51 casos, demonstrando 59% de sensibilidade, 100% de especificidade, 72% de acurácia, 100% de valor preditivo positivo e 52% de valor preditivo negativo. Consequentemente, mais estudos são necessários para elucidar os fatores de transferência que culminaram com a alta taxa de resultados falsos negativos e então otimizar este teste molecular para a acurácia diagnóstica para infecções causadas por S. brasiliensis.
Palavras-chave: diagnóstico molecular, esporotricose felina, micoses endêmicas, micose subcutânea, zoonose.
























