Educação Continuada para Agentes de Saúde e Endemias no enfrentamento da Esporotricose

Na última segunda-feira, 13 de julho, o auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande (FAMED/FURG) recebeu mais de 270 profissionais para uma ação de educação continuada voltada ao enfrentamento da esporotricose no município de Rio Grande. A capacitação foi organizada pelo Grupo de Micologia Médica da FAMED/FURG (GMMFF), em parceria com o SAE-HU-FURG/HU-Brasil e a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Grande.

A programação foi dividida em dois momentos. Pela manhã, a atividade reuniu os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e, à tarde, os Agentes de Combate às Endemias (ACEs), fortalecendo a integração entre os profissionais que atuam diretamente na vigilância e na atenção básica. Durante os encontros, os participantes foram atualizados sobre o cenário epidemiológico da esporotricose em Rio Grande e discutiram os fluxos de atendimento, notificação e vigilância ativa da doença, buscando alinhar estratégias para qualificar a assistência prestada à população.

A iniciativa está em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde, previstas na Nota Técnica nº 20/2025, publicada em janeiro deste ano. O documento destaca a importância da educação permanente e da capacitação dos profissionais envolvidos na vigilância e no cuidado das pessoas acometidas pela esporotricose, reforçando o papel das ações educativas no fortalecimento da saúde pública.

O Grupo de Micologia Médica da FAMED/FURG agradece a parceria do SAE-HU-FURG/HU-Brasil, da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Grande e de todos os profissionais que participaram da capacitação. A expressiva adesão ao evento reforça o compromisso coletivo com a educação permanente em saúde e com a formação de multiplicadores do conhecimento, fundamentais para a prevenção, vigilância e controle da esporotricose no município.

A atividade contou ainda com o apoio da ReNaRAn (Rede Nacional de Vigilância Genômica de Resistência Antifúngica – CNPq) e do INCT-PDHN (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia: Patógenos de Doenças Humanas Negligenciadas – Multiômicas, Mudanças Climáticas e Ciência Aberta), instituições que contribuem para o fortalecimento da pesquisa, da inovação e das ações de educação em saúde desenvolvidas pelo grupo.

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